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Como embalagens alteram o sabor dos alimentos

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Aumentar as vendas e salvar pessoas com doenças crônicas são algumas das coisas que o design multisensorial pode fazer, como demonstra um professor da University of Oxford em seus estudos sobre como o som, forma e cor de embalagens influenciam no sabor da sua comida!


Quem nos visita com frequência deve até ter se lembrado daquele post que fala sobre como o redesign do formato da garrafa da Coca-Cola aumentou as vendas – sem publicidade nem mudanças estéticas radicais!

Embora a Coca tenha se dado muito bem com esse redesign, nem sempre foi assim: Charles Spence, mestre em psicologia experimental (e consequentemente, design multisensorial) nos lembra de outro case no qual a Coca iniciou uma campanha para levantar fundos para salvar ursos polares.

Para tal, lançaram a seguinte embalagem:

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Embora bonita, a mudança foi trágica:

Tão trágica ao ponto de seu enorme público começar a falar que a Coca-Cola havia mudado sua fórmula secreta pois seu sabor já não era mais o mesmo!

Mas nada havia mudado (além de uma lata branca com ursos polares)! De acordo com o professor Spence, o vermelho deixa os alimentos mais doces (o que é importante para um produto com o equivalente a 10 sachês de açúcar por lata)!

Essa dado é reforçado por outro estudo: Spence serviu pipoca salgada em recepientes de diferetes cores e o que se constatou é que a pipoca é percebida como mais doce se servida numa tigela vermelha!

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Aliás, falando em doce, você conhece o chocolate Cadbury?

Em 2012, a marca teve a ousadia de mudar o formato de suas barras de chocolate: em vez dos quadradinhos tradicionais, produziram segmentos curvados! A consequência disso lembra nosso post sobre tipografia x cérebro (e “fontes doces”), pois as bordas arredondadas deixaram o chocolate “doce demais” e “enjoativo”, como diziam seus compradores!

Então um warning: “meça seu design, parça”! Se não, o teu produto sai do bom para o insuportável!

Em outros estudos, o professor de Oxford demonstrou que um mousse de morango ficava mais doce em uma tigela branca em vez de uma preta; e que o branco associado ao café o deixava duas vezes mais forte do que quando bebido em um copo transparente (rá, te pegamos, Starbucks)!

O Design Sensorial salvando vidas!

Você já se tocou que a importância disso vai MUITO além de vender mais e revoltar comunas:

Assim como no caso do EatWell, que ajuda pessoas que sofrem de Alzheimer, mais uma vez aprendemos que o design é coisa séria e pode fazer do mundo um lugar melhor (Art.5, dona Dilma? Sério?)!

Pense, por exemplo, no caso de pessoas com sentidos reduzidos, como as reduções de olfato e paladar que acompanham a velhice:

Tais pessoas tendem a compensar a deficiência duplicando a quantidade de sal nos alimentos! Mas por que deixaríamos essas pessoas arriscarem a saúde se já descobrimos em laboratório que o azul deixa as comidas mais salgadas?! Pois é, agora entendemos o redesign da Ruffles mais azulado!

Assim como no caso das embalagens mini-size, um bom design é crucial para fazer um mercado que seja bom para produtor e consumidor:

O bom design pode nos ajudar a reduzir a gritante quantidade de gordura e açúcar nos alimentos, tornando-os mais gostosos através de suas sensações! Isso não só ajudaria toda a galera fitness, mas também todas as pessoas que sofrem de doenças como a hipertensão.

Então, jovem padawan, torçam que mais descobertas como essas apareçam lá pelo Journal of Sensory Studies! Talvez esteja seja o post mais importante por aqui, não deixe de compartilhá-lo!

VIA NewYorker

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