Como pequenas pausas te deixam mais produtivo e criativo

Romário Eichlig

Romário Eichlig


“Tá indo pra escolinha brincar de colorir?” Essa é uma das inúmeras piadas que eu ouvi enquanto aluno de design gráfico — dando a entender que minha carreira era um grande passatempo.

Mal sabem eles que a carreira criativa é uma verdadeira loucura: uma busca por pensar fora de uma caixa que parecer não ter fundo, combinada com horas extras pagas à pizza e muitas vezes sequer com um plano de saúde para pagar um gastro depois.

Plano de saúde esse que seria bastante conveniente na hora que a exaustão mental — muitas vezes superior à exaustão física de outros profissionais — te colocar deitado num divã ou coisa ainda pior: vendendo miçangas numa praia do Rio de Janeiro. (Onde você também precisará do plano após ser baleado.)

Mas então como se manter produtivo e criativo numa carreira onde os prazos acabam quase ao mesmo tempo em que te informam eles? Seria o segredo “trabalhar enquanto os outros dormem”?

É claro que não, cara, tá acreditando em papo de coach?! Segundo a ciência, você pode ficar mais criativo e produtivo só trabalhando um pouquinho menos!

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Seu corpo se otimiza para diferentes funções em diferentes horas do dia

O corpo humano funciona por padrões cíclicos que orientam necessidades básicas como o sono e a fome, mas também a sua produtividade para as mais diversas funções do seu dia-a-dia.

Uma boa analogia é comparar o cérebro aos músculos: os neurônios do seu braço* entram no chamado período refratário quando você repete demais algum movimento, te forçando a parar por alguns segundos até que você consiga se exercitar novamente. (* Neurônios estão no corpo todo, não apenas no cérebro.)

Insistir num exercício físico sem pausa não só NÃO trará resultados como ainda corre sério risco de terminar numa lesão — ou no caso do seu cérebro, muma síndrome de burnout e outros problemas de ansiedade graves.

Por isso é importante que toda atividade profissional seja acompanhada de pausas estratégicas, assim você terá ciclos de trabalho produtivos que nada mais são que frutos diretos das suas pausas restauradoras.

E sim, existe um método para isso: a Draugiem Group constatou que o tempo ideal de descanso entre tarefas mentais é de 52 minutos de concentração a cada 17 minutos de descanso — e é que detalharemos logo abaixo!

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A técnica do Pomodoro*** é muito usada por pessoas altamente produtivas

Uma boa pausa criativa é aquela que desliga totalmente o foco do trabalho  — incluindo até mesmo ler os emails com alterações merdas do teu chefe achista. (Afinal, um break com raiva ou ansiedade seria inútil…)

Trata-se de 17 minutos** focados apenas no seu prazer e/ou descanso, assim você voltará ao trabalho apenas quando teu cérebro estiver relaxado o suficiente para ser criativo como se o dia de trabalho tivesse acabado de começar.

Aliás, por que você acha que as gigantes do mercado de TI disponibilizam salas de convivência e jogos?! Não tem a ver com caridade, não se trata de caridade, mas de garantir que você sempre estará sendo o mais produtivo que puder ser.

E tudo bem se a tua agência não tiver nada disso: você pode simplesmente ir ao refeitório e tomar um cafézinho à janela, por exemplo. Também pode abrir o Youtube; curtir um som; participar de jogos de roleta de cassino online; se meter em relações sem futuro no Tinder; xingar um governante no Twitter; etc., etc.

** Ah, e se 52/17 minutos te parecer demais, não se desespere: muita gente faz 50/10 pra não parecer que está vadiando, por exemplo.

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Só cuidado pros 17 minutos não virarem uma hora…

Seja lá o que você for fazer, lembre-se de respeitar seus horários de descanso não se envolvendo em nada que seja revoltante ou estressante — e que também não desrespeite o seu expediente, é claro.

Por isso é importante que você procure no Google ou app store por aplicativos de Pomodoro, que são “alarmes de produtividade” que automatizam seus ciclos de trabalho e descanso, garantindo que nem você nem o seu chefe serão prejudicados.

E mais importante de tudo, lembre-se: não adianta nada ganhar dinheiro se você estiver exausto ao ponto de não curtir a vida, ou mesmo gastando tudo em tratamentos decorrentes do seu trabalho.

O que o mercado espera de ti é que você seja produtivo, não que você se mate de trabalhar, então aplique os ensinamentos acima e logo você entregará designs melhores sem sofrer para isso. 😉

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Romário Eichlig

Romário Eichlig

Criador do Temporal e formado em Industrial Design pela University of West Florida & UNESA.
Especializações em Branding, Marketing e Psicologia Social.

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