11 Regras para fazer Calls-to-Action que realmente vendem (+BÔNUS)!

Romário Eichlig

Romário Eichlig

O Call-to-Action é a parte mais importante para quem trabalha com web (e até mesmo com impressos), por isso dominá-lo será um diferencial na sua carreira!

Para entender, imagine que um cliente te pede para fazer um e-mail marketing:

É só fazer uma arte aqui, joga uma foto alí, colar o texto e puff: acabou! Mas será que teu call-to-action está bom como a arte? Aliás, há designers que nem sabem o que é isso!

Se o seu CTA não for bom como a arte, ela será inútil e tudo seguirá na normalidade… Porém, se o call-to-action for eficiente, o cliente notará que passou a ganhar mais dinheiro depois que você chegou!

E aí já sabe: mais dinheiro = mais jobs para você = mais indicações de clientes = prazeres da carne em Las Vegas no fim do ano! Não é maravilhoso?!

O que é um Call-to-Action (CTA)?

O “Chamado para Ação” nada mais é que algum texto/botão/etc que motive o cliente a fazer algo que você queira. Alguns exemplos incluem:

  • Frases que motivem contato (ligue para X [num impresso]);
  • Aquele botão do site dizendo “Teste por 30 Dias”;
  • O texto que acompanha esse botão;

Ou seja, se algo está alí para te botar para fazer algo, provavelmente é um CTA.

Mas antes de ler, saiba que é difícil aplicar tudo isso em um só design! Então aprenda os princípios para usá-los de acordo com a conveniência do seu projeto de design! : )

1. Escreva em 1ª pessoa (90% de eficiência)

Como estudante de psicologia e profissional de marketing, te garanto uma coisa: somos todos verdadeiros trouxas, por isso cada detalhe faz toda a diferença!

E uma forma de influenciar nossa trouxidão é com calls-to-action em primeira pessoa: em vez de “Inicie Seu Teste Agora”, escreva “Iniciar Meu Teste Agora”.

Dessa maneira o cliente irá internalizar que quem tá se dando bem é ELE, e não você (ainda que ele só leia a frase mentalmente).

Com essa técnica, Michael Aagard aumentou seus clicks em seu Call-to-Action em 90%!

2. Crie um senso de urgência

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E OS 5 PRIMEIROS QUE LIGAREM HOJE VÃO LEVAR NOSSA INCRÍVEL TEKPIX COM 50% DE DESCONTO!”

O exemplo é péssimo (como o produto e o falso desconto), mas você entendeu: ao fazer um Call-to-Action, deixe claro que o leitor precisa agir logo para não se arrepender.

Por isso, é ideal que seu botão ou frase traga algo como:

  • Comprar Agora! (opa, nem preciso esperar)
  • 50% Somente Hoje! (se eu esperar até amanhã, já era)
  • Só restam 5 unidades desse produto (o negócio é bom mesmo, hein?)
  • Outros 2 clientes estão vendo esse produto (quanto olho grande, gente)

Seja lá como for, deixe claro que ele precisa correr enquanto há tempo (só não minta, pois sua credibilidade vale mais que qualquer venda)!

3. Evite compromissos e comprometimentos

Quantas vezes você já não esteve em uma situação na qual um vendedor soltou algo como: “hey, vem cá rapidinho”, sem compromisso”?

Embora difícil na prática, é extremamente importante fazer seu cliente não se sentir em um processo de venda, garantindo assim um fluxo mais tranquilo até o checkout!

Exemplos incluem as seguintes substituições:

  • Comprar Agora → Adquira Agora (opa, puta crise, melhor não…)
  • Assinar por 30 Dias → Testar por 30 Dias (putz, assinatura, gasto todo mês…)
  • Pagar Agora → Finalizar Pedido (mas já tô cheio de boleto na mesa…)
  • Fazer Inscrição → Junte-se a nós (aff, lá vem um formulário…)

Só cuidado para não acabar substituindo por algo sentido, hein?

4. Combine ação com emoção

É ideal que o seu design motive a ação através da emoção que o cliente procura! Afinal, você não paga um curso porque quer um pedaço de papel, nem compra roupas só para não ficar pelado.

Aprendemos no como fazer sua marca pessoal que é importante mostrar ao cliente o porquê ele deve gastar seu dinheiro suado contigo. Que ao comprar a roupa X ele vai ficar mais sexy, e ao fazer o curso Y arranjará melhores empregos.

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O Starbucks Rewards é um programa de fidelidade (ou seja, gaste muito e ganhe uma esmola depois [sem hating, eu adoro o Star]), mas tudo isso é vendido como um programa de recompensas:

  • Consiga mais recompensas (me dê seus dados para ganhar sua esmola)
  • Inscreva-se para ganhar ainda mais recompensas (tenha a ilusão que você não pagou seu brinde 10 vezes antes de recebê-lo)
  • JUNTE-SE AGORA (force-se a comprar ainda mais, seu otário)

5. Escolha as cores certas (!!!!!)

Aqui se define a diferença entre o sucesso e o fracasso de um call-to-action: se as cores forem mal escolhidas, a derrota é garantida!

Mas cuidado, pois o importante não é o significado da cor, mas sim como ela se destaca! O negócio é fazê-la saltar do fundo e forçar seu cliente a vê-la.

Veja um exemplo questionável logo abaixo:

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Que sentido faz ter um site todo verde onde o call-to-action também é verde? Pior que isso, só usando um botão verde escuro alí no lado esquerdo! Não era melhor um esquema complementar triádico?

Que, você não sabe o que é?! Aprenda a aplicar a teoria das cores e 6 seus esquemas agora mesmo!

IMPORTANTE: NÃO se sabe ao certo qual é a cor que gera mais conversões em um call-to-action. Há quem fale que o vermelho vence ao passar um senso de urgência, mas também falha por agir como um “PARE!”.

Há pesquisas tanto pró-vermelho quanto pró-verde, mas o que importa mais é que ele se destaque harmonicamente no seu design, e não que tenha a cor X ou Y.

Além disso, se todo o design for convincente, dificilmente ser verde ou vermelho será um impedimento.

6. Escolha as formas corretas (35%+)

Não há um padrão de design campeão para um CTA, mas uma coisa é certa: feio e datado ele não pode ser!

Seu call-to-action deve ser bonito (como todo o projeto, né?) para reforçar toda a credibilidade que você tentou vender com o resto do trabalho. Entenda:

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ContentVerse descobriu que o formato ideal para eles é um retângulo de bordas redondas, resultando em 35.81% mais vendas!

O problema é que eles fizeram um teste A/B falho, já que mudaram também a cor do botão (que era ridícula no primeiro). Mas você já pegou o espírito da coisa, né?

7. Cuidado com os tamanhos

Lembre-se que o CTA deve se destacar com sua escolha cuidadosa das cores e tipografia, não fazendo um botãozão gigante!

Além disso, cuidado para o texto do call-to-action não ficar grande demais, tentando manter uma média de 1 a 5 palavras nele. ; )

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nossa senhora… (mas esse talvez funcione)

Aliás, nenhum texto em canto algum deve ser grande demais. Só as faculdades acham bonito ter parágrafos gigantes, que cansam só de olhar.

Fora da academia, quanto menores as frases e os parágrafos, melhor!

8. Se possível, fique above-the-fold

Caso você não saiba o que é isso e queira trabalhar com web, VOCÊ PRECISA ler o post sobre Psicologia do Design para fazer projetos impossíveis de ignorar!

Mas saiba: hoje o above é muito questionado. Há landing pages que só dão certo com o CTA no fim da página, pois antes era como se ele pedisse muito antes da hora.

Por isso que quando colocado ao fim da página ela vendia mais, pois o cliente já havia sido convencido com tudo o que leu antes. Tudo é uma questão de teste.

8. Não esqueça da hierarquia

Novamente, eu te recomendo muito ler Psicologia do Design para fazer projetos impossíveis de ignorar para entender bem esses conceitos.

Assim como na controvérsia do item anterior, é importante ter em mente que o CTA é um fim, e não um meio. O botão deve se destacar, mas sem ofuscar tudo que o acompanha:

Imagine que você abriu um site e a primeira coisa que você viu foi um botão gigante dizendo “ASSINE AGORA”. Sério, mal cheguei e estão pedindo meu dinheiro?!

Psicologia do Design: 5 dicas para fazer projetos impossíveis de ignorar! 9
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O design acima traz um exemplo maravilhoso de call-to-action:

Além de estar above-the-fold, note que o botão até é grande, mas não ao ponto de ofuscar o texto que está acima dele, o que é extremamente importante!

Afinal de contas, o texto é o que vende o produto, e não o botão em si.

9. Exiba os métodos de pagamentos

Quantas vezes você passou por lojas com balões e adesivos do Mastercard e VISA? E o ícone do Paypal em sites?

Eles funcionam como “sub-calls-to-action”, dizendo para você “compra logo que você já está até com o cartão no bolso”!

Aliás, é importante destacar mais o valor disso em eCommerces:

  • Um ícone do Paypal afasta o medo de usar cartão em sites pequenos;
  • Selos de confiança, como VISA Verfied e SSL, também motivam clientes;
  • Para alguns, até os desprezíveis boletos ainda seduzem!

11. Menos sempre é mais

Fazer escolhas é um processo doloroso para nós; quanto menos opções você tiver, maiores são suas chances de tomar um partido e a ficar mais satisfeito com ele!

Mas as vezes é necessário (e bom), como vemos em uma página de login, por exemplo:

optimize call to actions
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É importante que o Buffer destaque que você não precisa criar uma conta no site e que inclusive podes usar redes sociais, principalmente o Twitter!

Isso porque o Buffer sabe que a maioria de seus usuários estão no Twitter, e como bem sabemos: “onde tudo se destaca, nada se destaca”. Não faria sentido dar o mesmo peso as outras redes.

12. Dica Secreta: force a rejeição!

Me diga, quais perguntas são mais fáceis de responder:

  • Você quer dar um tempo?” ou “Você NÃO me ama mais?
  • Você quer cancelar seu seguro?” ou “Você NÃO se importa com sua família?

Psicologicamente falando, negar as coisas é difícil até quando queremos negar, e a gente do marketing se tocou disso e começou a usar para ganhar dinheiro!

Imagine que você é uma mulher preocupada com seu corpo (pleonasmo?) e se segue uma newsletter fitness. Após ler um e-mail, você encontra o seguinte call-to-action:

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Opa, ficar gorda nunca, tô é dentro”, é a única resposta possível se a oferta couber no seu bolso, não é mesmo? Mas calma aí, designer malandreco:

Cuidado para não ofender ninguém dizendo “não, eu gosto de ser uma baleia”, né? Aí você pode acabar falindo o negócio dos outros e afundar sua carreira, hahaha!

Ah, e fica a dica aí para você se lembrar desses 12 itens e não gastar dinheiro, né?

Conclusão

Não tem; os blogs fazem essa área do post apenas como um call-to-action para te motivar a escrever um comentário, compartilhar o post ou até mesmo assinar uma lista de e-mails.

Só pela sinceridade, você poderia assinar minha lista abaixo para ganhar dicas criativas de graça, não é mesmo? : )

 

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Romário Eichlig

Romário Eichlig

Criador do Temporal e formado em Industrial Design pela University of West Florida & UNESA.
Especializações em Branding, Marketing e Psicologia Social.

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